Magistrados são homenageados pela Escola da AJURIS

A Direção da AJURIS prestigiou, na tarde de quinta-feira (18/01), a homenagem realizada pela Escola Superior da Magistratura (ESM) aos magistrados Eládio Lecey, Fábio Vieira Heerdt e Carl Olav Smith por suas atuações comprometidas com a educação jurídica e o fortalecimento da instituição. Na ocasião, Smith não pode comparecer e recebeu a placa de reconhecimento na sexta-feira (19/1).

Durante a cerimônia, o presidente da AJURIS, Gilberto Schäfer, destacou a importância do trabalho realizado pelos homenageados e agradeceu o empenho de todos durante todo o período que esteve a frente da Associação. “Compreendam essa nossa homenagem como um singelo, porém verdadeiro reconhecimento às qualidades que nós entendemos como fundamentais para o desenvolvimento do ensino dos magistrados e também para o convívio em sociedade. São qualidades que nos inspiram”, frisou Schäfer.

Em seu discurso, o diretor da Escola, Cláudio Luís Martinewski, ressaltou que a sensibilidade de cada homenageado com as questões da ética e do humanismo traduzem um verdadeiro avanço na qualidade dos seres humanos com os quais eles se relacionam. “Essa sensibilidade  propicia transformações das relações dos magistrados com os jurisdicionados a partir de suas visões, exemplos de dedicação e respeito ao próximo, pela suas preocupações em fazer avançar o processo civilizatório, sobretudo aqueles que perpassam as salas de aulas das nossas escolas e as salas de audiências e sessões do nosso Judiciário, muitos deles na condição de minorias, de marginalizados, de discriminados, em relação aos quais não são muitos que tem o mesmo olhar”, ressaltou.

Martinewski também lembrou que “todas essas biografias, esses valores e princípios, se confundem com a história da Escola da AJURIS, idealizada pelo visionário Cristovam Daiello Moreira”. Conforme mencionou o magistrado, a ESM “foi pioneira no Brasil e na América Latina, e referência de tantas outras escolas, que se notabilizou e continua sendo palco para grandes debates, grandes reflexões e avanços jurídicos, em especial dos Direitos Humanos, que não beneficia apenas seus magistrados, como igualmente à comunidade jurídica, em face da sua permanente atuação em nível de sociedade”.

A homenagem também foi prestigiada pela vice-presidente Administrativa e presidente eleita da AJURIS, Vera Deboni; pela vice-diretora da Escola, Rosana Broglio Garbin, pelo juiz-corregedor José Luiz Leal Vieira, pela desembargadora Denise Oliveira Cezar; pelo desembargador José Antônio Daltoé Cezar; e pela juíza-corregedora Laura de Borba Maciel Fleck.

Os  homenageados

Eládio Lecey foi Diretor da  Escola em duas gestões, de 1988 a 1991, tem uma trajetória exemplar no trato da formação dos magistrados, como professor, como Diretor da Escola Nacional da Magistratura, da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB e atualmente como Presidente da Comissão de Desenvolvimento Científico e Pedagógico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados – ENFAM.  Recentemente foi agraciado com a Comenda do Mérito em Educação Judicial pela ENFAM.

Fábio Vieira Heerdt é professor da ESM, da ENFAM e integrante do Núcleo de Estudos de Inovação e Administração Judiciária – NIAJ, além de ser ex-juiz-corregedor.

Carl Olav Smith exerce o cargo de Secretário Geral da ENFAM, antes tendo sido juiz auxiliar da Presidência do CNJ e do STJ.

 

Discurso do diretor da ESM, Claudio Luis Martinewski:

Saudações colegas.

Essa solenidade tem por objetivo prestar uma homenagem de reconhecimento da Escola da AJURIS aos colegas magistrados Eládio Lecey, Fábio Vieria Heerdt e Carl Olav Smith pela atuação comprometida com a educação integral dos magistrados e com o fortalecimento desta Instituição.

O nosso querido professor Eládio, que foi Diretor desta Escola em duas gestões, de 1988 a 1991, tem uma trajetória exemplar no trato da formação dos magistrados, como professor, como Diretor da Escola Nacional da Magistratura, da Associação dos Magistrados Brasileiros – AMB e atualmente como Presidente da Comissão de Desenvolvimento Científico e Pedagógico da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados – ENFAM.  Recentemente foi agraciado com a Comenda do Mérito em Educação Judicial pela ENFAM.

Todo esse reconhecimento efetivamente é digno de quem dedicou, com excelência, uma vida toda à educação e a formação de magistrados.

O colega Carl Olav Smith, nosso gaúcho de coração, outro nome da nova geração de pessoas com excelência na dedicação à causa da educação e formação dos magistrados, exerce a função de Secretário Geral da ENFAM, antes tendo sido Juiz Auxiliar da Presidência do CNJ e do STJ.

O colega Fábio Vieira Heerdt, é magistrado exemplar, professor desta Escola, da ENFAM e integrante do Núcleo de Estudos de Inovação e Administração Judiciária – NIAJ; também foi ex-Juiz-Corregedor e nessa condição teve atuação altiva e digna em relação à Escola da AJURIS.

Como se viu, desses poucos destaques, de currículos muitos mais extensos, a excelência, a capacitação qualificada, a experiência na formação e no exercício profissional da jurisdição faz parte da vida de cada um.

O que, no entanto, queremos aqui destacar é uma outra questão, uma outra abordagem, um aspecto muito mais particular que é a sensibilidade de cada com aspectos fundamentais da capacitação dos magistrados, que são as questões da ética e do humanismo.

Essa sensibilidade permeadas por tais aspectos é que, observo, realmente presidem as ações e a prática cotidiana desses estimados colegas há muito tempo, em qualquer campo que se situem, e que traduzem um verdadeiro avanço na qualidade dos seres humanos com os quais se relacionam e que propiciam transformações das relações dos magistrados com os jurisdicionados a partir de suas visões, exemplos de dedicação e respeito ao próximo, pela suas preocupações em fazer avançar o processo civilizatório, sobretudo aqueles que perpassam as salas de aulas das nossas escolas e as salas de audiências e sessões do nosso Judiciário, muitos deles na condição de minorias, de marginalizados, de discriminados, em relação aos quais não são muitos os que têm o mesmo olhar.

Certamente, como Mercedes Sosa, estão entre os que a dor e a injustiça não lhes são indiferentes.

Destaco ainda todo esse contexto que essas biografias, esses valores e princípios, se confundem com a história da Escola da AJURIS, idealizada pelo visionário Cristóvão Daiello Moreira, e que foi a pioneira no Brasil e na América Latina, e referência de tantas outras escolas, que se notabilizou e continua sendo palco para grandes debates, grandes reflexões e avanços jurídicos, em especial dos Direitos Humanos, que não beneficia apenas seus magistrados, mas igualmente à comunidade jurídica, em face da sua permanente atuação em nível de sociedade.

Cada um de vocês, de alguma forma, nesses quatro anos de nossa gestão nesta Escola, agiu de forma particular e concreta, em momentos relevantes, demonstrando seu apreço por esta Escola e pela sua história, sendo responsáveis pelo seu engrandecimento, pelo seu fortalecimento, pela diminuição de danos, em especial numa quadra crucial no qual as escolas associativas vêm sofrendo um crescente desgaste em face da oficialidade cuja afirmação, infelizmente, não tem sido de somar esforços, mas sim, como se fosse possível, negar toda essa trajetória.

Por tudo isso somos gratos e eternizamos esse agradecimento e reconhecimento a cada um de vocês, nessa singela placa.

Parafraseando Churchil, assinalo: “todas as grandes coisas são simples. E muitas podem ser expressas numa só palavra: liberdade; justiça; honra; dever; piedade; esperança.”

Tenho a gratidão por uma dessas grandes coisas, e, nesse caso, quero expressá-la com o meu muito obrigado.

 

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