AJURIS: 73 anos de lutas em defesa da Magistratura e da sociedade

Publicado em: 24-abril-2017

AJURIS: 73 anos de lutas em defesa da Magistratura e da sociedade

O aniversário de 73 anos da AJURIS, que comemoramos neste 11 de agosto, é uma oportunidade ímpar para reafirmação dos propósitos, valores e princípios que norteiam a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul.

Qualquer reflexão sobre a AJURIS deve levar em conta seu peso histórico por ser a primeira entre todas as entidades de Magistrados criadas no Brasil, no já distante ano de 1944.

Mais importante do que a marca do pioneirismo, entretanto, é o modo como foi sendo construída a trajetória da entidade ao longo dessas mais de sete décadas. Uma das principais características de atuação foi que as lutas não se restringiram aos interesses da classe e migraram, também, na direção dos direitos da cidadania previstos nos estatutos legais do país e na construção de um Estado Democrático.

Convém, então, neste momento de celebração, reverenciar os fundadores e as gerações que se sucederam na condução da vida associativa. Homens e mulheres, que ao longo da história dedicaram seus esforços, e de modo abnegado e voluntariamente, construíram uma Associação forte e representativa.

Talvez não haja homenagem maior do que proclamar que todos nós, juízes estaduais gaúchos da ativa e aposentados, e da família de magistrados compostos pelas pensionistas, de uma forma ou de outra, consideramo-nos herdeiros de uma tradição que nos orgulha e, ao mesmo tempo, redobra nossa responsabilidade nesta quadra do século 21.

Assolado por crise ética e política, que acarreta prejuízos à economia e gera desemprego, o Brasil atravessa um período de incertezas em que cabe ao Poder Judiciário preservar o Estado Democrático de Direito e o cumprimento às leis e à Carta Magna. No Rio Grande do Sul, que não é uma ilha imune aos problemas federais, a gestão vem impondo sacrifícios como o parcelamento dos salários do funcionalismo, para citar apenas uma das nefastas medidas imposta ao serviço público.

Nesse quadro de relativização de normas, precarização dos serviços públicos e redução de direitos frente a reformas injustas, o fenômeno da judicialização aumenta tal qual bola de neve, ocasionando uma oneração do serviço judiciário, por falta, paradoxalmente, do próprio estado.

Cabe à AJURIS, por um lado, assistir seus associados em todos os aspectos e zelar pela afirmação das garantias constitucionais da Magistratura; e, por outro, posicionar-se para que o exercício da cidadania seja pleno e a dignidade esteja presente na vida das pessoas.

Gilberto Schäfer
Presidente da AJURIS

 

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