SHOWS
Às
vésperas de completar 60 anos, a roqueira-mor do Brasil só quer saber de
cantar. Estar no palco já é motivo para Rita Lee comemorar, e é isso o que ela
vai fazer em Porto Alegre, amanhã, às 21h, e domingo, às 19h, no Teatro do
Bourbon Country. Até ontem pela manhã, ainda havia ingressos disponíveis.
Oficialmente, os shows do final de semana marcam o lançamento do DVD triplo
Biograffiti (Biscoito Fino, R$ 100 em média), que descreve a trajetória da
ovelha ruiva com imagens de shows antigos e recentes, além de depoimentos de
amigos como Tom Zé e Caetano Veloso, além da própria Rita contando seus causos.
Outros lançamentos recentes também se encarregam de registrar os 40 anos de
sucesso da cantora - como a recém-lançada coletânea Perfil e a biografia
autorizada e romanceada Rita Lee Mora ao Lado, de Henrique Bartsch, lançada ano
passado pela Panda Books.
Ao vivo, o que interessa a Rita é montar seu circo de rocknroll na dose máxima
de diversão. Para isso, ela vai enfileirar hits - Flagra, Mania de Você, Lança
Perfume e Baila Comigo, entre tantos outros. Promete também surpreender
ressuscitando canções que andavam meio desligadas do repertório dos shows há
algum tempo. Ao lado dela, um time família: o marido Roberto de Carvalho e o
filho Beto Lee respondem por guitarras e vozes, e a banda se completa com
Brenno Giuliano (baixo), Edu Salvitti (bateria), Allex Bessa (teclados) e
Débora Reis e Rita Kfouri (vocais de apoio).
Quase de aniversário - os 60 anos se completam no próximo 31 de dezembro - ,
Rita Lee admite sentir às vezes o peso da idade. Na madrugada do último dia 11,
durante um show no Rio, ela teve um rápido desmaio durante um show,
possivelmente pela alta temperatura da noite carioca. Nem assim perdeu a piada
- voltou ao palco e perguntou ao público: "o que vocês querem que eu cante
antes de desmaiar de novo?".
A própria roqueira se explica no texto de apresentação da caixa de DVDs
Biograffiti: "Ando meio reclamona, deve ser a idade. Tenho pavor de voar
de avião, odeio dormir em hotéis, às vezes estou com TPM existencial e gostaria
mais é de ficar enfurnada em casa com meus bichos. E as queixas prosseguem até
o momento de pisar no palco. A partir daí eis que acontece o tal milagre da
transformação da água em vinho".
Canções do campo e da
praia vão se cruzar na 18ª Tafona da Canção Nativa, que vai de hoje a domingo,
em Osório. Além das músicas concorrentes, o público do festival vai assistir a
shows de Leonel Gomez, Kako Xavier, Enzo y Rodrigo e Pirisca Grecco. A
programação tem entrada franca.
É a retomada da Tafona, que teve sua última edição em 2005. Desde 1989, o
festival era realizado em paralelo ao Rodeio Crioulo Internacional de Osório, e
agora tem calendário próprio, com financiamento da prefeitura local e apoio das
Faculdades de Osório (Facos), local do evento.
Uma novidade no regulamento é a divisão do repertório em duas categorias: a Linha
de Manifestação Campeira, mais tradicionalista, e a Linha de Manifestação
Rio-Grandense, mais voltada aos ritmos afro-brasileiros do Litoral e às canções
de influência açoriana. Em cada uma, será premiada uma música vencedora entre
oito selecionadas para o festival. Entre as campeãs de cada linha, uma receberá
também o prêmio máximo do festival.
Compositores e intérpretes como Luiz Carlos Borges, Cristiano Quevedo e Flávio
Hansen estão na disputa. Além do concurso, as atrações são os shows de Leonel
Gomez (hoje), Kako Xavier & Tribo Maçambiqueira e Enzo y Rodrigo (amanhã) e
Pirisca Grecco (domingo, na final).
O compositor, cantor e violonista Felipe Azevedo faz show amanhã, às 17h, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping Country (Túlio de Rose, 100, fone 3028-4033). A base do repertório é o CD mais recente do músico, Percussìvé ou A Prece do Louva-a-Deus (2005), recentemente selecionado pelo Prêmio Petrobras. Entre as 16 faixas do disco, Azevedo (premiado com o Açorianos 2005 de Melhor Instrumentista de MPB) explora diferentes ritmos brasileiros, da marcha-rancho (Enredo Íntimo) ao maracatu (Maracatu Torto), passando pela fusão da milonga com a música nordestina (Balanço Tupiniquim). O ingresso para o show é a doação de um quilo de alimento não-perecível.
Jazz e bossa nova estão juntos no show Delicatessen, atração do próximo Domingo no Átrio, no Santander Cultural (Siqueira Campos, 1.125, fone 3287-5500). No show marcado para às 18h, a banda de Ana Krüger (voz), Carlos Badia (violão), Nico Bueno (baixo) e Mano Gomes (bateria) recebe o tecladista New como convidado especial para reler temas de Duke Ellington e George Gershwin, além de duas composições próprias: Todos os Dias e Setembro. Lançado no ano passado, o CD do projeto Delicatessen vendeu 9 mil cópias e rendeu apresentações em Estados como São Paulo, Rio e Santa Catarina, e também na Argentina. Os ingressos para o show de domingo custam R$ 10.
Atualizado em 23/11/2007.