Projeto Borboleta Lilás é lançado para combater a violência contra a mulher

Publicado em: 21-agosto-2018

Até o próxima sexta-feira (24/8) acontece em todo país a 11ª Semana da Justiça pela Paz em Casa, que tem como tema central o feminicídio. No Rio Grande do Sul, para marcar a importância do evento, foi lançado nesta terça-feira (21/8) o projeto Borboleta Lilás no 1º Juizado da Violência Doméstica e Familiar da Comarca de Porto Alegre, nas dependências do Foro Central I.

O projeto, já realizado desde 2014, leva este nome pois remete à evolução da lagarta em borboleta, que é justamente o que se pretende com o desenvolvimento de ações de proteção e reeducação para que os homens envolvidos em casos agressão possam se transformar. O projeto se tornou inspiração para novas construções em busca do combate da violência contra a mulher.

“Quando nós paramos para pensar que uma mulher morreu, pensamos em qual a história que ela deixou para trás. É por isso que o Estado e as instituições devem se preocupar com tudo isso. Por isso nosso objetivo é mostrar que existem projetos existentes para apoiar estas vítimas”, ressaltou a juíza de Direito Madgéli Frantz Machado, coordenadora do projeto e vice-presidente Cultural da AJURIS.

Os processos de feminicídio (tentado e consumado), em tramitação na 1ª Vara do Júri, receberão uma tarja lilás e serão colocados em escaninho exclusivo para facilitar a sua identificação, que terá fluxo diferenciado. Vítimas e familiares serão encaminhados para o Projeto Borboleta, com foco no estímulo à cidadania e à autoestima.

A presidente da AJURIS, Vera Lucia Deboni; a assessora da presidência, Vera Müller; e a corregedora de Justiça Rosana Garbin estiveram presentes no evento que também abriu a exposição Ressignificando Emoções. A amostra conta com trabalhos artísticos realizados com as vítimas da violência contra as mulheres sob supervisão da arteterapeuta Glaci Assis e acompanhada de uma equipe de psicólogas.

“Na sala de acolhimento nós colocamos a disposição destas mulheres várias atividades para que elas consigam colocar para fora parte deste sentimento de angústia e tristeza. Muitas delas não conseguem aceitar tudo aquilo que aconteceu com elas e nós estamos aqui para ajudá-las”, ressaltou Glaci.

O projeto Borboleta Lilás tem a coordenação da juíza Madgéli e das juízas de Direito Taís Culau de Barros e Karen Luise Villanova Batista de Souza Pinheiro, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, que também estavam presentes ao lançamento.

 

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