Mês da mulher: Feira vai expor trabalho de mulheres empreendedoras

Publicado em: 27-março-2018

Atividade acontece amanhã (28/3) e integra a programação do evento
Lugar de Mulher é onde ela quiser

A Escola da AJURIS será, nesta quarta-feira (28/3), o palco de debates e feira sobre empreendedorismo feminino. A atividade, organizada pela Associação dos Juízes do RS (AJURIS), integra a programação do evento Lugar de Mulher é onde ela quiser que, pelo segundo ano consecutivo, propõe que o mês da mulher seja um espaço de reflexões sobre os desafios de gênero e a luta por equidade.

A proposta da feira, que começa às 16h30, é oportunizar um espaço para que mulheres, com histórias de luta pela emancipação financeira, possam apresentar seus empreendimentos. Na sequência, às 18h30, para auxiliar nas reflexões sobre a realidade das mulheres no mercado de trabalho, assim como os desafios do empreendedorismo feminino, será formada uma mesa de debates composta pelas seguintes painelistas: a procuradora do Trabalho Ana Lúcia Stumpf Gonzales; a diretora do Senac Comunidade, Cecilia Grinberg Herynkopf; a orientadora educacional do Senac Comunidade, Lívia Ferreira Paim da Silva; a presidente da ONG Mulheres em Construção, Bia Kern; e a presidente da Justa Trama, Nelsa Nespolo.

Inscrições

A programação é aberta ao público e as inscrições devem ser feitas AQUI. A organização sugere como ingresso a doação de produtos de higiene pessoal para os bebês de apenadas do Sistema Penitenciário Feminino do Estado, campanha que está sendo desenvolvida pela AJURIS.

 

Participam da feira as seguintes empreendedoras:

– Produtos produzidos no projeto desenvolvido pelo Juizado de Violência Doméstica de POA

 

– Associação Quilombola Peixoto dos Botinhas

As mulheres da Associação Quilombola Peixoto dos Botinhas vem trabalhando com a produção de artesanato há mais de 10 anos. Participam frequentemente de feiras comunitárias dentro e fora de Viamão, cidade onde muitas delas ainda vivem e trabalham.

A herança cultural africana é vista claramente nas peças feitas a partir da fibra da bananeira e tecidos rústicos como o algodão cru e a chita. Os produtos produzidos são bolsas, jogos americanos, aventais, panos de prato e “estandartes” de santo. Muitas das criações apresentam como elemento coadjuvante material recebido em doação e reciclado, gerando renda complementar para as famílias das mulheres envolvidas na atividade do grupo.

 

– ONG Mulheres em Construção

Desenvolve cursos de formação na área da construção civil para mulheres, com objetivo de promover a autonomia, a cidadania e o empoderamento das mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica e de violência doméstica. A partir dessa proposta pretende inserir as mulheres no mercado de trabalho predominantemente masculino, contribuindo assim para a redução da desigualdade e da discriminação de gênero no trabalho. Na feira, vai levar exemplos de como funciona o trabalho, além de exemplos das oficinas e cursos da ONG.

 

– Cooperativa Central Justa Trama

A Justa Trama é composta por trabalhadoras(es) organizadas(os) em empreendimentos da economia solidária, que funciona como uma cadeia produtiva, processo que inicia no plantio do algodão agroecológico e vai até comercialização de peças de confecção produzidas com este insumo, com a participação de mulheres e homens agricultores, fiadores, tecedores, costureiras, artesãos e coletores e beneficiadores de sementes.

A Central Justa Trama é a maior cadeia produtiva no segmento de confecção da economia solidária articulando 600 cooperados/associados, em cinco estados: Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Ceará e Rondônia, articulando empreendimentos de economia solidária com foco na geração de trabalho e renda para os empreendimentos envolvidos diretamente na produção e também nas comunidades com estão inseridos trazendo aos envolvidos equidade de gênero e social.

 

– Maria Regina da Silva (Avesol)

Destaca-se a trajetória pessoal de Maria Regina na caminhada afroempreendedora, ressaltando o percurso pessoal-profissional. Desde a demissão em 2015, investiu  nos cursos de artesanato. No caminho surgiu o Projeto Brasil Afroempreendedor onde foi oportunizada a abertura do próprio negócio através da consultoria do Sebrae. A partir disso, foi preciso traçar e tramar linhas, criar utilizando sucatas de malhas para compor exposições. Inicialmente a inexperiência exigiu a polivalência – requisitando a criação de marca, estratégia de marketing para divulgação do produto.  

Observou-se que os produtos produzidos levavam alegria e embelezamento para o público feminino, incidindo na autoestima das mulheres. A Rede Brasil Afroempreendedor disponibiliza profissionais com custo baixo na elaboração de mídias comunicação e marketing. Trabalha com acessórios feminino como colares, brincos, pulseiras, turbantes e lenços.

 

 

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